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Projeto Científico por
Thais Crisprimo

"Crianças" do Integrar pintam para alegrar a alma

 

"Crianças" do Integrar pintam para alegrar a alma

 

"A idade média aqui varia de 23 a 35 anos, mas são todos crianças"

Leila Gapy

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Caixinha de leite, munhequeira e bastante durex; é assim que a "mão" adaptada de Diego Romero Costa, de 27 anos, consegue segurar o pincel, que desliza tinta marrom de um lado ao outro do tecido. É que Diego, que teve paralisia cerebral, é aluno da clínica-escola Integrar (Instituição Terapêutica de Grupos de Habilitação e Reabilitação), que oferece oficina de artesanato para geração de renda dos alunos todas as terças e quintas-feiras, no período da tarde. E é durante as aulas que ele troca experiências, ri, aprende sobre pintura e aprimora a coordenação motora junto dos outros seis colegas de turma.

 

Primeiro ele passa o marrom na parte inferior do tecido. Depois, o azul na parte superior. Tratam-se do céu e da terra. "E no meio misturamos cores para que ele dê vida aos traços", completa a voluntária Eliana Postali Uebelhart, que há um ano ajuda a entidade durante as aulas de artesanato. "Aqui nós fazemos de tudo, reciclamos, pintamos, recortamos. Ajudamos eles a desenvolver peças de arte para que aprimorem a coordenação motora, se socializem, conversem, e possam ainda, juntar um dinheirinho", detalha ela que leva os panos de prato pintados para a mãe fazer os bicos em crochê.

 

Para isso ela divide as aulas com a cunhada, Aparecida Agostinho Uebelhart, que há 3 anos iniciou o projeto junto aos alunos do período integral da instituição. "A idade média aqui varia de 23 a 35 anos, mas são todos crianças. E nós os ajudamos, dando forma a esses traços, canalizando as cores para que se transformem", explica Cida. É assim que Rosilene Batista da Silva, de 23 anos, consegue pintar as galinhas que ela gosta no tecido. "Adoro fazer os detalhes", explica. Débora Regina Paifer Proença, de 32 anos, também assume que gosta das aulas.

 

"Eu gosto de tudo que a Cida faz para gente. Adoro pintar, desenhar, recortar", garante. O trabalho desenvolvido pelos alunos é guiado pelo estudante de Terapia Ocupacional (TO) Leandro de Oliveira, que encabeça, junto aos alunos, a administração das aulas e dos resultados. "As aulas de artesanato existem para que os alunos também sejam capacitados e gerarem renda. Tanto que eles mesmos definem juntos o valor que as peças serão vendidas e administram o dinheiro. Dois terços são divididos entre eles e o restante vai para o caixa, cobrir gastos com material", detalha.

 

 

É assim que Wilson Soares da Silva, de 35 anos, consegue comprar suas cores preferidas, como o verde e o vermelho. Já Flávio Tinoco dos Santos, de 30 anos, prefere o verde e o azul. "De mato e de céu", explica o porquê da preferência. Mas é Marcus Alexandre Campos, de 24 anos, que explica a rotina. "A gente vai pegando ritmo, sabe? E começa a gostar. É devagar, mas gosta", detalha. O presidente da entidade, Edair Buganza, explica que a oficina de artesanato nasceu oficialmente há 2 anos


* Notícia publicada na edição de 23/12/12 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 004 do caderno Cruzeirinho - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
 
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